Andei revirando velhas gavetas, velhos armários, velhas histórias.
A gente procura o que quer até achar.
Nessas reviravoltas da vida sempre sobram vestígios inapagáveis que se acumulam em gavetas e armários por tempos até que a gente decida dar um outro rumo a algumas delas, afinal tem que haver novos espaços para outras novas acumulações diárias. É reciproco.
Quado a vida vira um caos e cai no mamãe e papai, a gente tem que saber virar o jogo.
Organizar as gavetas, enfileirar os livros novamente e preencher os espaços vazios.
Eu sempre me atrevi a não esperar nada da vida e me surpreendo sempre com o pouco do pouco que se acumula a cada momento se fazendo muito de tudo.
A surpresa é sempre o melhor da festa com direito a confetes coloridos e assobios.
Essas coisas acontecem de acontecer, apenas.
O barco da gente sempre pega qualquer direção se a gente não souber guia-lo.
Rema, rema, remador ...
Avante marujo!
E no radinho da tripulação se houve ao fundo Los Hermanos dizer 'abre essa janela, primavera quer entrar' .
Fernanda Cardoso
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