quarta-feira, 14 de abril de 2010

Então pensa!

Temos sede de justiça e gritamos por ela a todo instante.
De fato em um país democrata, cada um tem seu senso de justiça e tem sempre por que protestar. Seja por aumento salarial, por melhores critérios governamentais ou por justiça perante criminosos. O Brasil vive de protestos e sede de justiça diariamente! São muitos os grandes revolucionários da pátria amada!
Mais até que ponto esses tais revolucionários dão a cara a tapa?
De certo quando o afeto toma conta a justiça simplesmente desaparece, e é assim que a coisa toda dá um passo para trás e fica um pouco mais distante de chegarmos um pouco mais perto da clamada perfeição.
A verdade é que gritamos por justiça quando ela deve ocorrer no vizinho, quando somos meros telespectadores e juízes externos dos fatos. Quando o rumo é outro e nos tornamos protagonistas de incoerências em baixo de nosso próprio nariz, e nosso teto que antes achavamos não ser de vidro desabam e a coisa muda de padrão, simplesmente nos calamos e tentamos abafar os alardes.
É isso ai, são poucos os revolucionários que passam por cima de certos afetos a favor da justiça. A maioria se vê contra seus próprios valores conscientemente.
Senhores revolucionários da pátria amada, onde guardam todo o patamar de justiça nessas horas ?!
Verdade seja dita, reivindicar por algo que não nos afeta é muito mais cómodo do que requerer justiça dentro de nosso circulo de afetos.
Não é preciso muito estudo para se separar o justo e coerente do injusto e incoerente.
É preciso peito suficiente para seguir sempre dentro de seus próprios valores, não os ultrapassando quando nosso teto se quebra. Não vamos deixar nossa sede de justiça ser alimentada por incoerências muitas vezes dirigidas por afetos.

'Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética!' já dizia Che Guevara.

Ferr. Cardoso