sexta-feira, 24 de julho de 2009


Pode ser que nada mude e que eu me engane, mais uma vez.
Daqui de dentro eu sinto coisas, eu vejo coisas, cores e formas. É daqui de dentro que vem essa vontade de voar. Essa constância de estar a todo momento ligada ao mundo lá fora, e ao mesmo tempo ligada ao mundo aqui de dentro.
Observar é uma dadiva. Melhor ainda quando se pode viver. Senão, não a graça.
Pegar a estrada e sentir a distância ficando para traz cada vez que fica mais perto de chegar. Sensação melhor não há.

Fernanda Cardoso

terça-feira, 21 de julho de 2009

É Carnaval


A única época do ano em que se encontra, reencontra e desencontra pessoas em que no restante do ano não as verá até o próximo Carnaval enfim chegar.
É também a época do ano onde as pessoas não se preocupam com nada, querem ser feliz no agora e isso basta. Deveriam ser felizes assim a todo tempo, mais é Carnaval dá um desconto.
É no Carnaval, em que a gente cai na folia sem ter hora pra acordar.
Dormir e só acordar na hora que o próximo bloco passar. É a junção de pessoas desconhecidas com conhecidas que no final todo mundo vira amigo. É no Carnaval que as pessoas ficam mais acessíveis, levianas, bêbadas, extrovertidas, desinibidas. Até os inimigos ficam mais suportáveis.
No Carnaval tudo e todos se libertam, e a folia dura por 4 dias assim. Exeto na Bahia onde tudo é sempre mais antecipado e prolongado.
A gente começa o ano com o pé direito no entusiasmo dele continuar assim. Mais não é fácil e as vezes a coisa desanda. É no dia seguinte do fim da folia que o gay se arrepende, a menina já é mulher, a sapatão pegou todas e a ressaca não da trégua. É ai que o país do Carnaval volta a sua prorrogação de monotonia.
Se no Carnaval tudo era festa, depois dele quem vê até pensa.


Fernanda Cardoso




quinta-feira, 16 de julho de 2009

É o coração quem sorri primeiro
o rosto molda o que o coração diz
um sorriso besta de ponta a ponta
acompanhado de covinhas...

Fernanda Cardoso

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Muda essa cara
Não se faz de difícil
Deixa de charme
Abre a janela, olha lá fora
O sol quer brincar, veio aqui te chamar
Deixa a tristeza de lado
Deixa a alegria chegar
Abre aquele seu sorriso
Me faz suspirar...

Fernanda Cardoso

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ah é mesmo?!

Sou normal e muito sem sal
Não sei fazer café, e ás vezes derramo o nescau. Assisto tv e acompanho novela pra caso o bonitão termine com a feia eu tenha uma esperança na vida pessoal.
Não escrevo cartas aos amigos e quase nunca telefono. A internet me mantém em contato por um preço bem mais acessível e com um conforto que só.
Quase nunca saio de casa sem motivos
E acredito que velhos amigos sempre aparecem na fila do banco, o que me polpa de caminhar até sua casa.
Saudade não existe, isso é enredo de velhos sambas e também é coisa de cinema americano.
Odeio chocolate e acredito fielmente que eles veem acompanhados de grandes espinhas
Nunca assisto Jô, começa tarde e eu tenho pacto com a minha cama as 7 da noite. E as dez da manhã ainda é noite.
Não sei falar bom dia, não acredito em sol mais bonito que ontem. É o mesmo sol. Também não creio em Deus.
Sou contra a legalização da maconha, contra o aborto e sei que somente o dinheiro é capaz de trazer felicidade.
Não gosto de Roberto Carlos e nem tão pouco de bandas nacionais
Nunca me arrependi de nada, e também nunca errei
Sou eu quem sempre arruma a casa e sei ouvir piadas sem sorri
Eu não preciso de um mundo melhor, eu não quero ter filhos
Só como coisas saudáveis
Não acredito no coração já vi casos em que ele para sem ao menos avisar com antecedência, tremendo sacana.
Odeio surpresas
Não gosto de gargalhadas.
Vou parar por aqui, casei de fingir
Quanto ao amor, eu não sei mentir...
Fernanda Cardoso