Século XXI, tecnologias avançadas e as pessoas cada vez mais práticas. E é essa totalidade em massa de pessoas práticas que vêm á preocupar.
A praticidade tem tornado as pessoas cada vez mais alienadas e sozinhas.
O computador que além de ser o amigo mais próximo do homem desenvolvido do séc. XXI e ao mesmo tempo fazer uma ligação mais rápida com outros amigos e 'amigos' que estão sempre navegando, é um dos maiores aliados para tamanha solidão. Sem deixar de lembrar do celular, que no começo do ano bateu recorde de produto mais vendido no país.
Todo mundo quer praticidade, quer receber mensagens, quer se sentir querido sem precisar de ninguém ao seu lado.
Sair pra almoçar, um final de semana no parque, sair pra caminhar. Parece tão lindo mais na prática as pessoas preferem ver isso em filmes e imaginar ao invés de se permitir tais sensações. Mandar um sms, telefonar ou digitar no msn é muito mais rápido, poupa-se tempo e a outra pessoa provavelmente irá gostar.
Os cinemas aos domingos estão cada vez mais sem público e os parques desertos e a internet cada vez mais cheia de pessoas alugadas, ligadas, conectadas, solitárias, alienadas ou seja lá o que for.
Essa tão clamada tecnologia está sendo muito mal manuseada.
Praticidade não deveria ser usada pra distanciar, e sim pra evoluir, comunicar e então aproximar.
Fernanda Cardoso
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Pavê
Pavê eu gosto muito
O pior é que pavê não satisfaz
É muito querer sem nada poder
Pavê essa sua formosura eu vou além e nem volto a traz
O pior é que pavê não satisfaz
Pavê de longe a todo minuto é um absurdo
Pior é ter que aceitar que tudo que é belo é pavê puro
O que há de mais belo pra uns, outros só podem vê
O pior é que pavê não satisfaz.
Fernanda Cardoso
O pior é que pavê não satisfaz
É muito querer sem nada poder
Pavê essa sua formosura eu vou além e nem volto a traz
O pior é que pavê não satisfaz
Pavê de longe a todo minuto é um absurdo
Pior é ter que aceitar que tudo que é belo é pavê puro
O que há de mais belo pra uns, outros só podem vê
O pior é que pavê não satisfaz.
Fernanda Cardoso
domingo, 21 de junho de 2009
Hoje é um dia misto, nem muito sol, nem muito frio.E foi hoje em que ele sem saber partiu. Deus não avisa e nem a gente espera. Há quem diga que morrer é apenas um recomeço, vá saber. Recomeço quando já se viveu tudo, quando seu corpo já não aceita todos os seu comandos realmente é aceitável. Mais quando se é jovem? Realmente é difícil entender. Que Deus quis assim, que a hora chegou, que Deus chamou. Definitivamente não conforta o coração de ninguém! O tempo não vai apagar e a saudade jamais deixará esquecer. Com o tempo a gente se acostuma. Se acostuma a sentir saudade de pequenos momentos, de pequenos gestos que não se repetirão. Não adianta esperar, tentar se enganar. Mais a vida é assim, tudo que é bom tem seu fim. Os amigos vão chorar e a família só o tempo quem dirá. Era jovem demais! Todos sempre vão dizer.
'A porta da vida está aberta o tempo todo, mais somente a da morte se fecha e as chaves se perdem pra nunca mais se achar.'
Fernanda Cardoso
'A porta da vida está aberta o tempo todo, mais somente a da morte se fecha e as chaves se perdem pra nunca mais se achar.'
Fernanda Cardoso
terça-feira, 9 de junho de 2009
ooi, oiii, ooi! ...
Foi em meio a essas ondas sonoras que eu avistei tais Cinderelas ali presentes. Meio como quem não quer nada, afastadas, curiosas e cheias de graça elas observavam nossa chegada.E eu, que não sou boba nem nada fui lá me atrever a uma prosa que de começo foi cheia de sinais, gestos e dois olharem tímidos vibrantes.Em alguns minutos, ja estavam elas a me contar onde moravam, quem era seus pais e do que mais gostavam de brincar, tudo isso sempre com uma calma e a guaguejar. Me atrevi mais, e lá fui com elas saber qual era daquela brincadeira. O que me deixou tão intertida.Quem me visse naquele momento talvez não me reconheceria. Na beira de uma mina, elas me diziam que ali era o lugar onde pegavam 'guarú' (pequenos peixinhos) com uma peneirinha.Pobres guarús, pensei.Como quem dança Cancan na França com total zelo de não errar um paço, lá estavam elas.A cada peneirada uns cinco guarús presos. A maior dificuldade era segurar eles com aquelas mãozinhas tão pequeninas e escorregadias. Nesse momento parecia que a Orquestra Sinfónica Brasileira começava, e que mais uma vez o Maestro Roberto Minczuk brilhava. E eu ali, cada vez mais curiosa, atenta e mais ainda encantada. Mas pobres guarús. Felicidade de uns pro incomodo de outros.Com mais tempo elas me disseram que em alguns dias de chuva logo quando o sol aparece, caem do céu 'bitúis' (um tipo de mosquito ou sei lá). Notei as distrações de fim de tarde sempre terminadas em 'ú'. Vá entender!Modestia parte não conseguiria esquecer que nesse momento me veio á cabeça em dizer o que por aqui eu diria com total facilidade tomá no cú! sério mesmo?!Porém me calei e devo ter dito somente um há, é mesmo?! Eu não seria tão cruel ao ponto de borrar total inocência com todas as babozeiras que se aprende na cidade.Enfim, elas enchiam uma garrafinha desses tais guarús e logo os jogavam novamente no córrego e a brincadeira começa outra vez.Elas me diziam que se pudessem levavam eles pra casa dentro da garrafinha e cuidariam deles até eles crescerem, mais seus pais não deixavam. Quanta inocência! E aqui escapam os guarús de uma morte subita.
Se eu pudesse colocava elas nas costas e trazia comigo, pra alegrar ainda mais meus dias. Embora NADA seje impossivel, porém certas coisas só podem ficar na vontade não é mesmo?!
Fernanda Cardoso
-Foto: Em Ipiabas - Município de Barra do Piraí
-Ver mais: www.fotolog.com/nandapequeninah
Se eu pudesse colocava elas nas costas e trazia comigo, pra alegrar ainda mais meus dias. Embora NADA seje impossivel, porém certas coisas só podem ficar na vontade não é mesmo?!
Fernanda Cardoso
-Foto: Em Ipiabas - Município de Barra do Piraí
-Ver mais: www.fotolog.com/nandapequeninah
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Liga, vê se tem alguém em casa
Casa livre, eles chegam
Liga o som baixinho, finge fazer um cafézinho
Café queimado, back enrolado
Onda na cabeça, alegria pra quem tem
Assuntos dos mais raros, os risos que não calam
Acendem um cigarro, olham pro relógio
Tá na hora de sair, já já tem gente ai.
Fernanda Cardoso
Casa livre, eles chegam
Liga o som baixinho, finge fazer um cafézinho
Café queimado, back enrolado
Onda na cabeça, alegria pra quem tem
Assuntos dos mais raros, os risos que não calam
Acendem um cigarro, olham pro relógio
Tá na hora de sair, já já tem gente ai.
Fernanda Cardoso
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Hoje ninguém se viu, ninguém se envolveu, ninguém se apaixonou, ninguém sentiu saudade do tom de voz e nem telefonou.
Hoje ninguém se aproximou.
Hoje ninguém quis estar bem perto, ninguém quis afeto, ninguém suspirou.
Hoje só quiseram ficar distantes como antes de se conhecer.
Hoje só quiseram saber de si mesmo, só olharam pro próprio nariz.
Hoje o coração não quis ser feliz.
Fernanda Cardoso
Hoje ninguém se aproximou.
Hoje ninguém quis estar bem perto, ninguém quis afeto, ninguém suspirou.
Hoje só quiseram ficar distantes como antes de se conhecer.
Hoje só quiseram saber de si mesmo, só olharam pro próprio nariz.
Hoje o coração não quis ser feliz.
Fernanda Cardoso
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